Iniciativa da Unoeste recebe roupas e promove trocas afim de incentivar a sustentabilidade; neste ano será aberto ao público

SANDRA PRATA – Especial para O Imparcial •  10/11/2018 07:33:00

Renovar o guarda-roupa, de graça, e de quebra promover a sustentabilidade. Esse é o objetivo do “Troquei”. O evento da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), de Presidente Prudente, surgiu de um projeto de extensão em 2017 e consiste na troca de roupas entre estudantes e, nesta 2ª edição, foi ampliado para a comunidade prudentina. Com uma equipe de 45 pessoas – entre alunos e professores da graduação e pós-graduação da universidade – o projeto está em processo de triagem e segue assim até dia 14. Isso significa que, aqueles interessados em atualizar o vestuário, devem ir a qualquer um dos campi da instituição munidos de peças que gostariam de trocar por outras. Feito isso, passarão por uma validação e ganharão a “moeda Troquei” que usarão para “comprar” outra peça no dia 23 de novembro, na butique que será criada no Palácio de Cristal no campus 2. 

No ano passado, a ideia rendeu 1,5 mil peças trocadas e um público de 700 pessoas. Nesta edição, o projeto traz duas novidades, a participação do campus 1 e do público externo. De acordo com a professora e idealizadora do projeto, Mariangela Barbosa Fazano Amendola, o objetivo é fomentar a consciência em relação ao consumo e fazer isso não apenas na comunidade acadêmica, mas sim em toda a sociedade. Sobre o processo de participação, ela explica que as “moedas” do Troquei são divididas em quatro cores. Para peças excelentes, azul; em ótimo estado, verde; muito boas, rosa; e boas, laranja. “Em cada peça será dado um ‘valor’, com isso, no dia 23 será montada uma ‘butique’ com as peças que recebemos e a pessoa poderá comprar com essas moedas de troca”, relata.

De acordo com a idealizadora, a motivação para a criação do Troquei partiu do pressuposto de que vivemos em uma época crítica em relação à sustentabilidade, com isso, se faz necessária a conscientização. “O projeto nada mais é que um incentivo à economia colaborativa e isso contribui com o raciocínio ecologicamente sustentável. Quando você troca uma peça, você está contribuindo não apenas com questões econômicas, mas, principalmente, com o meio ambiente”, expõe.

Comunicação digital

Segundo Mariangela, nesta edição a organização está investindo mais em comunicação digital e visibilidade nas redes sociais. A proposta é evitar o gasto com papéis de divulgação, outra forma de sustentabilidade. Por isso, embora ainda utilizem moedas de papel, os planos é de que as trocas migrem para o aplicativo do Troquei. Ainda em fase de teste, o aplicativo funciona por meio de QR Code. “Queremos evitar todo tipo de consumo, amenizar o máximo possível”, acentua.

Um dos responsáveis por essa nova forma divulgação é o estudante Vinícius Meneguetti, 24 anos. Cursando Publicidade e Propaganda na Unoeste, o jovem trabalha na cobertura e divulgação do evento. “É o meio mais rápido de divulgação, tivemos uma resposta muito grande de público via Instagram”, revela. Sobre o evento, Vinícius defende a ideia. Para ele, o “maior meio de poluição do mundo é a indústria da moda”, por isso, a novidade pode, aos poucos, reverter ao menos um pouco este cenário.

Bastidores e expectativas

João Pedro Lender, 25 anos, é estudante de Design de Interiores e trabalha desde a primeira edição no projeto. Segundo ele, no ano passado o evento surpreendeu e a expectativa é que neste ano o público dobre, já que irá englobar o público externo. “Nos primeiros dias de triagem já tivemos uma boa procura, estamos animados”, diz.

Giovana Ribeiro da Silva, 20 anos, estudante de Estética e Cosmética irá trocar peças de roupa pela primeira vez. Aluna do campus 1, a jovem não soube da primeira edição e agora conheceu o projeto por meio de amigos. “Ajuda a economizar dinheiro e estar sempre na moda, gosto muito de brechós e bazares também”, relata.

A estudante de Publicidade e Propaganda, Ana Caroline Soares, 20 anos, participa desde a primeira edição. Ela conta que está separando as peças e a expectativa é boa. “No ano passado tinha roupas para todos os estilos e gostos, espero que neste ano seja assim novamente”, diz.

SERVIÇO

A triagem pode ser realizada tanto no campus 1 quanto no 2. Os horários são das 9h às 11h e das 20h30 às 21h30, na Brincaderoteca da Faclepp (Faculdade de Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente), no campus 1, e na sala de atendimento da Fepp (Faculdade de Engenharia de Presidente Prudente), no Bloco B3, piso 2 do campus 2. A triagem pode ser realizada nos dias 12, 13 e 14.

Fonte: imparcial.com.br